Cumpriu-se no passado dia 21 de Abril , o Masters Caparica 2007 – 1ª edição nas águas da Ericeira e foi com um dia Primaveril, mas com um “ mar de homens “, água suja, fria e uma nortada à séria, que as embarcações se fizeram a Sul para a contenda de 5 horas.
O regulamento em tudo idêntico ao federativo, inscrevia como nota particular, a limitação à captura de apenas 6 exemplares no seu conjunto de tainhas e salemas, medida que se veio a provar acertada, pois pretendesse com estes encontros manter o espírito da caça - agora pesca... – submarina com a sua vertente desportiva e lúdica em alta, privilegiando as espécies que todos gostamos de ter na mesa.
Esta edição teve a particularidade de reunir uma amostra mais vasta, pois ao pessoal fundador do Caparica, juntou-se malta do distrito de Setubal, uns amadores – e outros nem por isso - no que muito contribuiu a dinâmica do Rui Patrão e do Nuno Rosado, ficando a convivência e o grupo em alta.
Numa época em que todos os dias se vêem nascer associações, provou-se que com vontade e dedicação, se consegue juntar um grupo de malta heterogénea, mas unida pelo amor e paixão a este desporto.
Com 25 inscritos, número limite atendendo às embarcações disponíveis, compareceram à chamada 19 atletas. A razão por ter sido escolhida a Ericeira, prende-se com o facto de a organização e escolha do local do encontro, ser da responsabilidade do vencedor da última edição e assim foi o Dárcio – vencedor em 2006 - a jogar em casa, o que, como se veio a provar, nem sempre é uma vantagem.
Como também é tradição no Caparica, as provas são sempre para começar cedo, e quando não se consegue pela tradicional luta com o despertador, são as avarias mecânicas a ajudar; pelo que só conseguimos estar a navegar ao meio dia ! Para a próxima, vai ser melhor.
A concentração foi na Foz do Lizandro e todo o mundo foi para Sul, para as zonas marcadas, mas com o vento em crescendo e o mar já com vaga de 1,5 m, a maré na plena vazia, estava difícil a caça na borda.
Por fora, as boas pedras perdiam-se tal a sujidade da àgua, que em muitos locais nem de baby se caçava, e começou a movimentação que caracteriza o improviso.
Quem melhor lidou com a situação foi o Humberto Silva, que rapidamente regressou a Norte quase no limite da prova e aí com calma construiu a vitória que não mereceu contestação, com 9 sargos válidos.
Também Hugo Correia “leu “ melhor as condições, regressando a Norte e para ele estava guardado o 2º lugar, apresentando à pesagem um bom enfião, apesar de muito “ panado “...!
Completou o pódio, Luis Sousa – o Gaivota – que mesmo no limite da prova recuperou a grade e com uma tainha e duas salemas, leva o bronze.
Dárcio Fonseca com as suas marcas postas fora de jogo, pela intempérie, captura apenas um sargo que o colocou fora da corrida ao lugares cimeiros, e José Bernardino bem como Paulo Ralha, ficam com os Sus Serpentones ( vulgo safios ) a bater na trave dos 5kg por umas gramas.
A pesagem terminou em festa, num local recatado onde faltaram apenas umas “mines” e uns córatos , ficando já marcada a 2ª edição em Setembro- Outubro.
Merece ainda nota máxima, o total apoio a esta realização da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, na pessoa do seu Presidente, Dr António Neves, numa clara demontração do espírito ecologista que o assiste e que neste desporto tão nobre e formador de carácter; reconhece.
Classificação ATLETA Nº peixes Pontos
1 Humberto Silva 9 11,407
2 Hugo Correia 8 9,297
3 Luis Sousa 5 5,747
4 Rui Patrão 3 3,426
5 José Cunha 2 2,668
6 João Gonçalves 2 2,657
7 Sergio Aleixo 2 2,505
8 Nuno Rosado 1 1,302
9 José Borges 1 1,217
10 Paulo Ralha 1 1,157
11 Dárcio Fonseca 1 1,116
12 Rui Sousa 1 1,009
13 Alexandre Paz 0 0
David Gonçalves 0 0
João Carvalho 0 0
José Bernardino 0 0
Mário Dias 0 0
Miguel Ferreira 0 0
Pedro Valente 0 0
Total 36 43,508
Capturas Maior exemplar
Sargo 21
Tainha 9 Sargo - 1,163Kg
Salema 4 José Cunha
Bodião 2